sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Parque do Iguaçu vai adotar Sistema de Gestão Ambiental

O Parque Nacional do Iguaçu adotará o SGA - Sistema de Gestão Ambiental, baseado nas normas do ISO 14001 de excelência ambiental, por meio de uma parceria com o MMA - Ministério do Meio Ambiente e o Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Distrito Federal. O anúncio foi feito na quarta-feira (3/8), pelo chefe do parque, Jorge Pegoraro, em uma reunião com 50 pessoas entre funcionários e representantes das concessionárias.

O encontro contou com a presença do coordenador geral do programa de gestão ambiental do MMA, Reinaldo Vasconcelos e do coordenador de Gestão Ambiental do Sebrae, James Reeberg e consultores da instituição. Pegoraro informou que o plano de melhoria ambiental é de suma importância para a gestão do Iguaçu.

"O programa visa aperfeiçoar o desempenho e readequar alguns aspectos ambientais, principalmente das atividades turísticas e administrativas do parque". Ele disse que o sistema vai ao encontro do Plano de Manejo, principal documento de gestão, integrando todas as áreas do PNI. Já Vasconcelos adiantou que o Parque Nacional do Iguaçu foi escolhido para sediar o programa piloto devido a sua visibilidade.

Se aprovado, o Iguaçu será o primeiro parque nacional no mundo a conseguir certificação ambiental. Ele afirmou que o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis será o responsável pela implantação da política ambiental, mas ponderou que é de fundamental importância a participação das concessionárias que atuam no parque para o sucesso do programa.


Texto de: 06/09/2005

Editoria: Vininha F. Carvalho - Diretora da Del Valle Editoria.

Editora da Revista Ecotour.

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Subprojetos são aprovados para atuar junto aos Corredores Ecológicos

Meio Ambiente - Corredores Ecológicos são áreas planejadas com o objetivo de conectar remanescentes florestais, proporcionar o deslocamento de animais entre os fragmentos e a dispersão de sementes, aumentando a cobertura vegetal e possibilitando a conservação de recursos naturais e da biodiversidade.

O Projeto Corredores Ecológicos no Espírito Santo é desenvolvido em parceria com a Superintendência do Ibama no estado e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos- Iema, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente.

Para o projeto ser desenvolvido de forma mais ampla, o Ministério do Meio Ambiente realizou uma seleção de subprojetos para serem realizados no Corredor Ecológico Central da Mata Atlântica. Dos 12 aprovados, o Espírito Santo vai contar com cinco deles.

A importância dessa ação é envolver a sociedade na recuperação do bioma do estado, incentivar a criação de reservas particulares de patrimônio natural e estimular atividades que gerem menor impacto ambiental, como o turismo sustentável e a agroecologia.

Os cinco subprojetos aprovados são:

-"Fundação Bionativa/ES - "Restauração solidária de floresta atlântica no corredor prioritário Sooretama - Goytacazes / Comboios";

- Instituto de Pesquisa da Mata Atlântica /ES "Planejamento participativo de propriedades rurais e paisagens para restauração florestal e conservação da Biodiversidade";

- Mosteiro ZEN Morro da Vargem /ES - "Planejamento e adequação ambiental da paisagem rural: elementos essenciais para implementação de corredores ecológicos e conservação da sócio biodiversidade";

- Prefeitura Municipal de Santa Maria de Jetibá /ES - "Rijk wald - Mata Rica";

- Sociedade de Amigos da Reserva Biológica Augusto Ruschi /ES - "Unindo fragmentos florestais de mega diversidade: formação de micro corredores ecológicos na região - norte serrano".

O Espírito Santo definiu de forma participativa dez áreas para a implantação de corredores ecológicos. Esses corredores são de caráter demonstrativo e têm como objetivo testar metodologias e divulgar a experiência para que esta possa ser replicada em outras regiões, contribuindo para a construção de novas bases de apoio à conservação da biodiversidade.

A implementação do Corredor Central da Amazônia (CCA) e o Corredor Central da Mata Atlântica (CCMA) foi priorizada com o propósito de testar e abordar diferentes condições nos dois principais biomas e, com base nas lições aprendidas, preparar e apoiar a criação e a implementação de demais corredores.

Texto de: 20/05/2008

Editoria: Vininha F.Carvalho - diretora da Del Valle Editoria

Editora do Portal Revista Ecotour...www.revistaecotour.com.br

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O Incômodo Censo Agropecuário

O último censo agropecuário trouxe verdades incômodas, que atiçaram a ira do agronegócio brasileiro. Afinal, a pobre agricultura familiar,com apenas 24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área agrícola, éresponsável "por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produçãode feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 58% do leite, 59%do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% dotrigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi asoja (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiarfoi de R$ 13,99 mil", segundo o IBGE. Quando se fala em agriculturaorgânica, chega a 80%. Além do mais, provou que tem peso econômico,sendo responsável por 10% do PIB Nacional. Acontece que a agricultura familiar, além de ter menos terras, temmenos recurso público como suporte de suas atividades. Recebeu cercade 13 bilhões de reais em 2008 contra cerca de 100 bilhões doagronegócio. Portanto, essa pobre, marginal e odiada agricultura tempeso econômico, social e uma sustentabilidade muito maior que osgrandes empreendimentos. Retire os 100 bilhões de suporte público doagronegócio e veremos qual é realmente sua sustentabilidade, inclusiveeconômica. Retire as unidades familiares produtivas dos frangos esuínos e vamos ver o que sobra das grandes empresas que se alicerçamem sua produção. Mas, a agricultura familiar continua perdendo espaço. Aconcentração da terra aumentou e diminuiu o espaço dos pequenos. Atendência, como dizem os cientistas, parece apontar para odesaparecimento dessas atividades agrícolas.Porém, saber produzir comida é uma arte. Exige presença contínua,proximidade com as culturas, cuidado de artesão. O grande negócio nãotem o "saber fazer" dessa agricultura de pequenos. E, bom que se diga,não se constrói uma cultura de agricultura de um dia para o outro. AVenezuela, dominada secularmente por latifúndios, não éautossuficiente em nenhum produto da cesta básica. Exporta petróleopara comprar comida. Chávez, ao chegar ao poder, insiste em criar umcampesinato. Mas está difícil, já que a tradição é fundamental parahaver uma geração de agricultores produtores de alimentos. O Brasil ainda tem - cada vez menos - agricultores que tem a artede plantar e produzir comida. No Norte e Nordeste mais a tradiçãonegra e indígena. No sul e sudeste mais a tradição européia deitalianos, alemães, polacos, etc. É preciso ainda considerar apresença japonesa na produção de hortifrutigranjeiros nos cinturõesdas grandes cidades. Preservar esses agricultores é preservar o "saber fazer" deprodutos alimentares. Se um dia eles desaparecerem, o povo brasileirona sua totalidade sofrerá com essa ausência. Para que eles semantenham no campo são necessárias políticas que os apóiemostensivamente, inclusive com subsídio, como faz a Europa. Do contrário, se dependermos do agronegócio, vamos comer soja,chupar cana e beber etanol.

Roberto Malvezzi, Gogó - Agente Pastoral da Comissão Pastoral da Terra
Fonte: Adital

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Formação de redes é fundamental para o desenvolvimento de sistemas agroflorestais no Brasil

Discussões apontam para a necessidade de incremento à comercialização de produtos resultantes desses sistemas, especialmente os não-madeireiros
A formação de redes participativas permanentes que unam os setores civis, privados e poder público foi um caminho comum apontado por várias oficinas realizadas durante a tarde de hoje no VII Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais, em Luziânia, GO. Apesar da diversidade de assuntos, temas e propostas, todas as discussões apontam para o mesmo caminho: a maior necessidade de interação e troca de saberes entre os diversos setores que atuam em áreas relacionadas a sistemas agroflorestais (SAFs), seja com relação a políticas públicas, capacitação e definição de novas linhas de pesquisa.
Segundo o pesquisador da Embrapa Florestas (Colombo/PR), Moacir Medrado, o caminho é o desenvolvimento de pesquisas cada vez mais participativas. “Temos que sair do modelo atual de pesquisadores protagonistas para pesquisas em rede, que privilegiem grupos e não pessoas”, ressalta.
Outra conclusão muito importante do evento, na visão de Medrado, é a necessidade premente de desenvolver políticas públicas para incrementar a comercialização dos produtos resultantes dos sistemas agroflorestais, especialmente os de origem não madeireira, como frutas e outros. “É preciso agregar valor a esses produtos para estimular a utilização de SAFs. Se, antes, o produtor cultivava um produto e passou para três ou quatro, é preciso oferecer a ele mercado para esses produtos”, afirma o pesquisador.

Texto: Fernanda Diniz
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Contatos: (61) 3340-3672; Fernanda@cenargen.embrapa.br

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mobilização para discutir Reserva Legal (08/09/2009)

As implicações da Reserva Ambiental na produção agropecuária da Região Sul foi tema da audiência pública que aconteceu na tarde de sexta-feira (4 ), na Expointer. Promovida pela Comissão da Agricultura da Câmara dos Deputados, o encontro entre produtores e lideranças políticas contou com o apoio técnico da Embrapa.

Segundo o Código Florestal, Reserva Legal é a área localizada no interior de uma propriedade rural, necessária à conservação da biodiversidade. O artigo do Código foi criado ainda em 1965, mas só agora a legislação aperta o cerco aos produtores: a partir do dia 11 de dezembro começa a vigorar um Decreto Federal que obriga a averbação da reserva, prevendo multa diária que pode variar de 50 a 500 reais por hectare.

Na Região Sul, a Reserva Legal (RL) deve representar 20% da propriedade, excluídas Áreas de Preservação Permanente (APP), ou seja, as propriedades rurais deveriam manter, além da APP (topo de morros, encostas e beira de rio), um pedaço de floresta virgem “reservado” à vegetação e animais silvestres.

“Suponha que as matas ciliares de uma propriedade rural atinjam 12% de sua área e outros 20% sejam encostas de morros. Como a RL monta 20%, deverá ser excluído da produção 52% da fazenda. Isto inviabiliza a sobrevivência de produtor no campo”, avalia o vice-presidente da Comissão, deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS).

A Comissão de Agricultura apresentou números que indicam que o Rio Grande do Sul possui quase 4 milhões de hectares com APPs. Existem ainda mais de um milhão de hectares com sangas e banhados nas propriedades. Muitos produtores trabalham em áreas de declividade, principalmente com videiras e fumo. “Se não podemos plantar em banhados, inviabilizamos a produção de arroz. Se poupamos as encostas, como fica a produção de uvas e outras frutas?”, argumenta o deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS). A Comissão concorda com a fiscalização de APPs e defende ações de conscientização sobre a importância das matas ciliares, mas levanta a bandeira “Reserva Legal Zero”.

Para o pesquisador da Embrapa Florestas, Gustavo Ribas, é preciso ampliar a discussão em busca de um equilíbrio entre proteção e produção. A posição da Embrapa é de manutenção da RL, mas com flexibilidade para usar a área na geração de renda: “A Reserva deve ser usada como sistema produtivo, e a Embrapa já dispõe de alternativas de produção que permitem a conservação dos ecossistemas”, esclarece Ribas.

Questionado sobre quais alternativas seriam mais rentáveis ao produtor, o pesquisador deixou claro que o cultivo de grãos não poderia integrar sistemas em áreas de Reserva Legal.

O deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) defende a posição do pesquisador: “Precisamos atender às questões ambientais respeitando a ciência. Não podemos decidir a vida das pessoas com embates ideológicos, mas com respaldo da pesquisa”.

As discussões estão acontecendo em diferentes regiões do país, levantando idéias que devem subsidiar a Comissão da Agricultura em audiência pública como os Ministros da Agricultura e Meio Ambiente, prevista para o mês de novembro na Câmara dos Deputados.

Joseani M. Antunes MTb 9693/RS
Assessoria de Comunicação EMBRAPA
Tel. Casa da Tecnologia na Expointer 51-3459-0964
e-mail embrapa.expointer2009@gmail

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