quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Formação de redes é fundamental para o desenvolvimento de sistemas agroflorestais no Brasil

Discussões apontam para a necessidade de incremento à comercialização de produtos resultantes desses sistemas, especialmente os não-madeireiros
A formação de redes participativas permanentes que unam os setores civis, privados e poder público foi um caminho comum apontado por várias oficinas realizadas durante a tarde de hoje no VII Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais, em Luziânia, GO. Apesar da diversidade de assuntos, temas e propostas, todas as discussões apontam para o mesmo caminho: a maior necessidade de interação e troca de saberes entre os diversos setores que atuam em áreas relacionadas a sistemas agroflorestais (SAFs), seja com relação a políticas públicas, capacitação e definição de novas linhas de pesquisa.
Segundo o pesquisador da Embrapa Florestas (Colombo/PR), Moacir Medrado, o caminho é o desenvolvimento de pesquisas cada vez mais participativas. “Temos que sair do modelo atual de pesquisadores protagonistas para pesquisas em rede, que privilegiem grupos e não pessoas”, ressalta.
Outra conclusão muito importante do evento, na visão de Medrado, é a necessidade premente de desenvolver políticas públicas para incrementar a comercialização dos produtos resultantes dos sistemas agroflorestais, especialmente os de origem não madeireira, como frutas e outros. “É preciso agregar valor a esses produtos para estimular a utilização de SAFs. Se, antes, o produtor cultivava um produto e passou para três ou quatro, é preciso oferecer a ele mercado para esses produtos”, afirma o pesquisador.

Texto: Fernanda Diniz
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Contatos: (61) 3340-3672; Fernanda@cenargen.embrapa.br

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